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Reforma Tributária na Logística B2B: 4 Estratégias para equilibrar custos e ganhos

6 de jan. de 2026

A nova Reforma Tributária está trazendo o Fim da "Logística Tributária", algo que por décadas evidenciou que desenhamos nossa malha logística olhando para o incentivo fiscal (onde o ICMS é menor) e não para a eficiência (onde é mais perto do cliente).

Com a Reforma Tributária (EC 132/2023) e a chegada do IVA Dual (IBS/CBS), essa lógica morre. O imposto passa a ser cobrado no destino.
Para a indústria (B2B), a boa notícia é o fim da cumulatividade: o imposto vira crédito. A má notícia? A complexidade de gerir esse fluxo de caixa e escolher os parceiros certos aumentou drasticamente.
Não dá mais para decidir no "feeling". Abaixo, listamos 4 ações práticas para mitigar impactos e proteger sua margem.

1. A Matemática do "Fazer ou Contratar" (Frota Própria vs. Terceirização)

A Reforma traz uma distorção importante: a folha de pagamento (motoristas, encargos) não gera crédito de IBS/CBS. Já o frete terceirizado gera crédito cheio sobre o valor da fatura. Isso significa que manter frota própria pode ficar comparativamente mais caro, pois você assume um custo (mão de obra) que não abate seus impostos a pagar.

Rode simulações financeiras comparando o custo total da sua frota versus o custo de terceirizar, considerando o crédito tributário recuperável na segunda opção.

É impossível tomar essa decisão sem dados precisos de custo. Um sistema que integre Gestão de Frotas (para saber o custo real do km rodado próprio) com Gestão de Fretes (para saber o custo de mercado) é essencial. Ferramentas que oferecem visão 360º permitem que você coloque na balança: Custo da Frota sem crédito vs. Frete de Terceiros com crédito.

2. Otimização da Malha: Eficiência Real acima do Benefício Fiscal

Muitas indústrias mantêm Centros de Distribuição (CDs) em estados distantes apenas por benefícios de ICMS. Com a cobrança no destino, essa vantagem acaba. O que sobra? A distância física. Se o seu CD está longe do cliente, você só terá o custo extra do frete, sem o "desconto" do imposto para compensar.

Redesenhe sua malha logística focando na redução de quilometragem e tempo de entrega. A "vantagem competitiva" agora é ser operacionalmente eficiente, não tributariamente privilegiado.

Aqui entra o papel crucial de um Roteirizador. Não basta apenas traçar rotas; é preciso simular cenários de supply chain. Ferramentas de roteirização avançada ajudam a responder perguntas como: "Se eu fechar o CD de Extrema e abrir um em São Paulo, a economia no km rodado compensa o custo imobiliário?". A eficiência da rota vira sua nova blindagem de custo.

3. Matriz de Transportadores: Cuidado com o Simples Nacional

No B2B, o crédito é rei. Contratar uma transportadora do Simples Nacional pode gerar um crédito menor do que contratar uma transportadora do Lucro Real (que repassa a alíquota cheia). Às vezes, o frete de R$ 1.000,00 do "Transportador A" (Simples) sai mais caro no final do que o frete de R$ 1.100,00 do "Transportador B" (Lucro Real), porque o "B" te devolve 26,5% em crédito.

Pare de olhar apenas para o preço do frete na tabela. Comece a olhar para o "Custo Líquido" (Preço do Frete - Crédito Recuperável).

Fazer essa conta manualmente para milhares de embarques é inviável. Módulos de BID e Cotação automatizados podem ser configurados para comparar propostas considerando o regime tributário do fornecedor. O sistema nivela as propostas pelo custo líquido, garantindo que você escolha quem realmente traz o melhor resultado financeiro, não apenas o menor preço de face.

4. Auditoria de Fretes: O Compliance do Crédito

No novo sistema, o crédito é vinculado ao pagamento do imposto destacado na nota. Se a transportadora emitir o documento fiscal com erro na alíquota ou no destaque do imposto, sua indústria pode ter o crédito glosado (negado) pelo Fisco. O risco de compliance aumentou.

Automatize a conferência dos Conhecimentos de Transporte (CT-e). Pagar errado ou aceitar documento com erro tributário vai custar 26,5% a mais (a perda do crédito).

A Auditoria de Fretes deixa de ser apenas uma conferência de "valor cobrado vs. valor tabela" e vira uma ferramenta fiscal. Um sistema robusto cruza os dados do CT-e com a regra fiscal vigente automaticamente, bloqueando pagamentos com divergência tributária antes que eles virem um passivo na sua contabilidade.

A Era da Inteligência de Dados A Reforma Tributária pune a ineficiência e premia a organização. Para a indústria, mitigar os impactos não é uma tarefa para advogados tributaristas apenas, mas para gestores de logística armados com dados. Ter um sistema especialista (TMS) não é mais apenas sobre "rastrear carga", é sobre garantir a saúde financeira da operação em um cenário onde cada centavo de crédito conta.

Prepare sua operação agora. A transição começa em 2026, mas a estratégia precisa nascer hoje.

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